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domingo, 4 de julho de 2010

PRF flagra 780 motoristas acima do limite de velocidade na freeway neste domingo

SITE DO JORNAL CORREIO DO POVO - Porto Alegre

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) flagrou em menos de duas horas 780 motoristas dirigindo acima dos 100km/h na freeway, a velocidade máxima permitida na rodovia. Os radares móveis fotográficos utilizados na operação deste domingo chegaram a registrar um veículo com placas de Brasília a 167km/h.Em operação semelhante na sexta-feira, outros 740 condutores foram multados somente na freeway.

Um veículo Mercedes Classe E com placas de Porto Alegre foi flagrado a 174km/h no sentido Litoral-Capital, velocidade 70% superior ao permitido por lei. Para a PRF, o grande número de multas deste domingo refletiu o aumento do fluxo de veículos no retorno do Litoral Norte, região que recebeu neste final de semana eventos como a Festa do Peixe, em Tramandaí.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Alunos farão manifestação para pedir atenção de motoristas ERS-348 em Agudo

Cerca de 50 alunos da Escola Estadual de Educação Básica Professor Willy Roos, de Agudo, farão uma manifestação pedindo mais atenção dos motoristas que trafegam pela ERS-348, entre Agudo e Dona Francisca, na Região Central. A ação ocorrerá às 15h30min desta sexta-feira, nas proximidades de uma curva acentuada, chamada de curva do cotovelo, onde cinco pessoas já morreram em acidentes de trânsito desde abril.

Haverá distribuição de panfletos aos motoristas e uma reunião com os moradores no salão da Comunidade União. O Grupo Rodoviário da Brigada Militar (BM) de Novo Cabrais vai garantir a segurança.

Fonte: Diário de Santa Maria

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pronunciamento em defesa de metas de fiscalização para reduzir mortes no trânsito

O Deputado Beto Albuquerque (PSB/RS) pronuncia o seguinte discurso.

Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. A Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro defende um trabalho vigoroso de mobilização da sociedade e dos governos em favor da adoção de metas de fiscalização de no mínimo um terço dos condutores de veículos, todos os anos. A sensação de que a fiscalização é pequena e aleatória faz com que mais motoristas se arrisquem e o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) caia em descrédito.

No caso da aplicação da “Lei Seca” – completando seu segundo ano de vigência no dia 19 deste mês – o que conta é mostrar ao motorista que ele tem grande chance de ser abordado por uma blitz de trânsito e acabar punido se dirigir bêbado.

Mas são muito poucos aqueles que sopraram uma vez na vida o bafômetro ou que tiveram sua documentação verificada. Não é nenhum demérito ser alvo da fiscalização de trânsito, pois isto só aumenta a segurança do cidadão contra potenciais causadores de acidentes. Portanto, é a sociedade, os serviços de saúde, os pais e mães que saem ganhando quando se evita uma tragédia.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma década de ações visando à redução dos índices de mortalidade no trânsito. O Brasil precisa adotar suas ações em caráter emergencial e permanente. Além de ser um dos cinco países que mais matam no trânsito, 30% da nossa frota, segundo o denatran, transita com alguma irregularidade, seja na documentação do veículo ou na habilitação do condutor. Isto é um convite à infração de trânsito.

Para combater números que equivalem às baixas de uma guerra é preciso que as autoridades, da mais alta hierarquia, nos três níveis (federal, estadual e municipal), estabeleçam um Plano de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito como uma prioridade de governo, constituindo um gabinete com poderes para mobilizar a todos os órgãos para obter resultados mensuráveis de diminuição dos acidentes.

Para financiar o Plano, com treinamento de policiais e agentes de trânsito, compra de equipamentos e a realização de campanhas educativas, é imperiosa a necessidade de aplicação, para esta finalidade, dos recursos arrecadados na cobrança de multas de trânsito.

Exemplos bem sucedidos de políticas na qual a fiscalização de trânsito é um instrumento relevante de proteção ao cidadão existem nos Estados Unidos e nos países europeus. França, Espanha e Portugal, só para citar três experiências, reduziram em 50% suas estatísticas de mortes no trânsito. No Brasil, temos o Estado do Rio de Janeiro que, desde 29 de março do ano passado, vem realizando a Operação Lei Seca e, pelos resultados obtidos, virou um case de sucesso Brasil afora. Diferentemente de outros Estados, o Rio mantém fiscalização permanente e poucos se arriscam a beber e dirigir.

Portanto, estamos correndo atrás do prejuízo e temos o dever de mudar esta triste realidade de enterrarmos nossos jovens, vítimas do asfalto, da velocidade e da imprudência. Está na hora de passarmos para uma nova fase: a de contabilizarmos vidas salvas no trânsito, perseguindo obstinadamente este objetivo. É hora de todos os candidatos à eleição de outubro assumirem este compromisso. Muito obrigado.

Deputado Beto Albuquerque

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Beto pede expulsão do PSB e júri popular para deputado que provocou duas mortes no trânsito

O Nacional – Passo Fundo, 29/05/2009

Em Brasília, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, deputado federal Beto Albuquerque (PSB-RS), defendeu esta semana a expulsão do PSB do deputado estadual do Paraná Fernando Ribas Carli Filho por dirigir alcoolizado e ter provocado acidente de trânsito, no qual duas pessoas perderam a vida. Além disso, Albuquerque afirmou que Carli Filho, com a carteira de motorista suspensa por acumular 130 pontos em infrações de trânsito, deve ser submetido a júri popular pelo crime que cometeu. “Quem, como este deputado, enche a cabeça de bebida alcoólica e dirige a 160 quilômetros por hora não pode afirmar que não pretendia praticar o crime”, afirma Albuquerque. “Beber, dirigir, correr e matar é homicídio doloso”, completou.

Na instância do Poder Legislativo, Albuquerque defende que o parlamentar paranaense deve perder o mandato por ter faltado com decoro. “Como deputado estadual ele tinha a obrigação de dar o exemplo para os demais motoristas, sendo que o que aconteceu foi exatamente o contrário”, avaliou.

Outro alerta feito por Albuquerque foi para que o inquérito policial do caso seja conduzido de forma exemplar e que a denúncia ao Ministério Público seja muito bem fundamentada, não apenas por se tratar de um deputado, mas por ser o caso de um ser humano que matou outros por conduzir um veículo sob efeito de álcool. “Precisamos lutar para punir não somente este deputado, mas também todos os motoristas que desrespeitam a lei. As penas têm que ser para todos”, alertou.