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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Bafômetro é coisa rara nas cidades do centro do Estado.

12 cidades da região têm aparelho Um instrumento que deveria ajudar a tirar das ruas e estradas motoristas embriagados e comprovar que um condutor ingeriu bebida alcoólica é objeto raro nos batalhões da Brigada Militar (BM) no centro do Estado. Um levantamento feito pelo Diário mostra que, entre 35 das 36 cidades da região de cobertura do jornal, 23 não têm bafômetro (veja quadro). O Diário não conseguiu falar com a Brigada Militar de Mata.

O jeito encontrado pelos policiais é improvisar: recorrer a municípios vizinhos que tenham o aparelho, fazer um termo de constatação de embriaguez ou submeter o infrator a exame clínico em postos de saúde e hospitais. As opções não têm o mesmo valor do bafômetro como prova na Justiça.

São Pedro do Sul, com mais de 17 mil habitantes, é uma das cidades que sofrem com a carência. Quando necessitam, os policiais recorrem ao 1º Regimento de Polícia Montada (1º RPMon) ou ao Batalhão Rodoviário da BM, ambos em Santa Maria. O delegado Sandro Meinerz, que responde pela delegacia de São Pedro, diz que a falta prejudica o trabalho preventivo:

– A fiscalização é que inibe os motoristas que bebem e depois dirigem, e não apenas a lei. Com as barreiras, o medo de ser pego se impõe.

Para que se faça uma barreira ou uma operação, as cidades devem pedir com antecedência os equipamentos aos vizinhos privilegiados.

Comando – O tenente-coronel Jaime Machado Garcia, comandante do 1º RPMon, do qual fazem parte 19 das 35 cidades do levantamento, afirma que não existe um critério para que uma cidade tenha o bafômetro.

– Vai da necessidade de cada local. No nosso regimento, as maiores cidades têm e emprestam. O ideal era que todos os municípios tivessem, mas não é essa a realidade – afirma.

Conforme o comandante, um processo de compra de um aparelho demora cerca de 30 dias. Os comandos regionais fazem uma solicitação formal ao comando geral. Se aceito o pedido, começa a licitação. Para o comandante, mais importante que o bafômetro, é a conscientização das pessoas.

– Temos o instrumento que auxilia a detectar motoristas embriagados. Mas, se as pessoas tivessem consciência que após beber não se pode dirigir, não seria necessário – afirma.

Registros – Entre as madrugadas de sexta-feira e de ontem, pelo menos oito motoristas foram flagrados pela Brigada Militar dirigindo sob o efeito de álcool em Santa Maria.

Funcionamento
O bafômetro (também chamado de etilômetro) utiliza o ar exalado dos pulmões para determinar o grau de concentração de álcool no organismo. A pessoa sopra em um cano plástico descartável. O ar reage com elementos químicos, que determinam a quantia de bebida


Fonte:Diário de Santa Maria - por Joanna Ferraz.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

PMs à paisana flagram 11 motoristas dirigindo embriagados na Capital

SITE DO JORNAL ZERO HORA - Porto Alegre

Uma operação conjunta da EPTC e Brigada Militar flagrou 11 pessoas dirigindo embriagadas nesta madrugada na Avenida Cristóvão Colombo, em Porto Alegre. Pelo menos nove foram detidas e levados à Delegacia de Delitos de Trânsito.Policiais militares à paisana se infiltraram em bares da região para observar se os condutores bebiam e depois saíam dirigindo dos locais.

Em seguida, os PMs abordaram os motoristas, que tiveram que fazer o teste do bafômetro.Segundo o diretor de Operações da EPTC, Vanderlei Cappellari, a observação de possíveis infratores é um recurso importante para retirar de circulação motoristas embriagados.— As ações de inteligência são regulares e ajudam a preparar o terreno para a fiscalização — explica.Além dos 11 condutores autuados, dez carros foram recolhidos.

sábado, 19 de junho de 2010

Vidas salvas no trânsito

No momento em que o Brasil comemora dois anos de vigência da chamada Lei Seca, de tolerância zero à combinação álcool e direção, a Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro defende a mobilização da sociedade e dos governos em favor da adoção de metas de fiscalização de no mínimo um terço dos condutores de veículos, todos os anos. Somente assim conseguiremos acabar com a sensação de que a fiscalização é pequena e aleatória, o que tem feito com que mais motoristas se arrisquem e o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) caia em descrédito.

Lei nenhuma é eficaz sem fiscalização. Por isso, o que conta neste momento é mostrar ao motorista que ele tem grande chance de ser abordado por uma blitz de trânsito e poderá ser punido se dirigir bêbado.

Quantos entre nossos amigos e conhecidos sopraram pelo menos uma vez o bafômetro ou tiveram sua documentação verificada? Poucos. Isso é doloroso. Porque não é demérito ser alvo da fiscalização de trânsito, uma ação que só aumenta a segurança de todos nós e nos protege dos causadores de acidentes. Quanto mais barreiras são realizadas no trânsito, mais ganham a sociedade, os serviços de saúde e as famílias em geral que se livram de uma eventual tragédia.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda uma década de ações visando à redução dos índices de mortalidade no trânsito. O Brasil precisa definir suas ações urgentemente e de forma permanente. Além de ser um dos cinco países onde mais se morre no trânsito, 30% da nossa frota, segundo o Denatran, transita com alguma irregularidade, seja de documentação do veículo ou na habilitação do condutor.

Para combater os dramáticos números de nosso trânsito, que se equiparam às mortes registradas nas maiores guerras, é preciso que autoridades de todos os níveis estabeleçam um Plano de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito como prioridade 1 de governo.

Minha sugestão é que se constitua um gabinete com poderes para mobilizar todos os órgãos para obter resultados mensuráveis de diminuição dos acidentes. Além disso, para financiar este plano, com treinamento de policiais e agentes de trânsito, compra de equipamentos e realização de campanhas educativas, é imperiosa a necessidade de aplicação dos recursos arrecadados na cobrança de multas de trânsito.

Exemplos bem-sucedidos de políticas na qual a fiscalização de trânsito é um instrumento relevante de proteção ao cidadão existem nos Estados Unidos e na Europa. França, Espanha e Portugal, só para citar três experiências, reduziram em 50% suas mortes no trânsito. No Brasil, temos o Rio de Janeiro como bom exemplo, onde desde 29 de março do ano passado vem realizando a Operação Lei Seca, com total apoio da população a esta fiscalização permanente.

Estamos correndo atrás do prejuízo e temos o dever de mudar esta triste realidade. Precisamos parar de enterrar nossos jovens vítimas do asfalto, da velocidade e da imprudência. Está na hora de entrarmos numa nova fase: a de contabilizarmos vidas salvas no trânsito.

Beto Albuquerquel, presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Beto reforça importância do aumento da fiscalização no trânsito




Nesta quarta-feira (16), o deputado federal Beto Beto Albuquerque (PSB/RS), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, afirmou em pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados que um trabalho vigoroso de mobilização da sociedade e dos governos em favor da adoção de metas de fiscalização de no mínimo um terço dos condutores de veículos precisa ser implementado todos os anos. “A sensação de que a fiscalização é pequena e aleatória faz com que mais motoristas se arrisquem e o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) caia em descrédito”, lamentou.
A fala do deputado, motivada pela proximidade dos dois anos de vigência da chamada Lei Seca, no próximo dia 19, destacou ainda que o que conta neste momento é mostrar ao motorista que ele tem grande chance de ser abordado por uma blitz de trânsito e acabar punido se dirigir bêbado.
O deputado socialista afirmou ainda que poucos são aqueles que sopraram pelo menos uma vez o bafômetro ou que tiveram sua documentação verificada. “Não é nenhum demérito ser alvo da fiscalização de trânsito, pois isto só aumenta a segurança do cidadão contra potenciais causadores de acidentes. Portanto, é a sociedade, os serviços de saúde, os pais e mães que saem ganhando quando se evita uma tragédia”, discursou.
“Estamos correndo atrás do prejuízo e temos o dever de mudar esta triste realidade de enterrarmos nossos jovens, vítimas do asfalto, da velocidade e da imprudência. Está na hora de passarmos para uma nova fase: a de contabilizarmos vidas salvas no trânsito”, concluiu.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Beto cobra dos governos aquisição de etilômetros para fiscalização no trânsito

O presidente da Frente Parlamentar do Trânsito Seguro, deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) criticou a "omissão histórica" dos diversos governos – federal, estaduais e municipais – no cumprimento das determinações do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97). Para Albuquerque, a falta de iniciativa na fiscalização da lei de tolerância zero ao consumo de álcool no trânsito, por exemplo, que completa cinco meses, foi responsável pela redução na eficácia da lei, conforme recente balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Faltam equipamentos (etilômetros), não foram estipuladas metas de fiscalização e blitz exclusivas para fiscalização do álcool, e não são investidos os recursos arrecadados com as multas de trânsito (FUNSET) em campanhas permanentes de educação de trânsito”, aponta.

A cobrança foi feita por Albuquerque durante a sessão de abertura do I Seminário Internacional Redução de Mortes e Acidentes no Trânsito, promovido pela PRF e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Um dos destaques do primeiro dia do evento, que acontece hoje (18) e amanhã (19) em Brasília, foi a participação do representante francês Dr. Charles Mercier-Guyon, pesquisador que atuou no processo de implantação da exitosa política de redução de acidentes da França. Durante a apresentação da experiência francesa, Mercier-Guyon falou sobre a estipulação de metas de fiscalização dos condutores embriagados, ou seja, são fixados números de condutores que, num determinado período, devem ser abordados para realizar o teste do bafômetro.

O Seminário é uma iniciativa da Promotoria de Justiça de Delitos de Trânsito, com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas causados no trânsito pelo uso de bebidas alcoólicas. Também pretende dar voz à sociedade civil organizada para exigir das autoridades competentes a criação de Políticas Públicas direcionadas à segurança viária.

O evento está sendo realizado no Auditório do Instituto Nacional de Criminalística (SAIS, quadra 7, lote 23 do Setor Policial Sul). A participação é gratuita e aberta ao público. Mais informações pelos telefones 3343 8903 e 3343 8904.